sábado, 7 de novembro de 2015
Aprendendo a Música : Métodos
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Aprendendo a Música : Material de auxilio ao MTS
Aprendendo a Música : Material de auxilio ao MTS: ApdD pessoal! Hoje deixo aqui um arquivo bem interessante que recebi sobre o MTS, com explica...
sexta-feira, 6 de novembro de 2015
Musicando EAD: MUSICALIZAÇÃO - BINGO SONORO
Musicando EAD: MUSICALIZAÇÃO - BINGO SONORO: Bingo Sonoro Bingo com figuras de animais, instrumentos musicais, objetos ou utensílios, é uma atividade que os alunos adoram e sempre...
Musicando EAD: MUSICALIZAÇÂO INFANTIL - BRINCANDO COM MÚSICA
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Musicando EAD: ORGANISTAS & MÚSICOS ESTUDANDO
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segunda-feira, 14 de setembro de 2015
ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO INFANTIL E MUSICALIZAÇÃO INFANTIL: Teoria Musical Kid's
ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO INFANTIL E MUSICALIZAÇÃO INFANTIL: Teoria Musical Kid's: Em agosto já teremos nosso livro de Teoria Musical Kid's!!! Veja o modelo.
domingo, 5 de julho de 2015
PARTE DO ESTÁGIO 5º PERÍODO - LIC. MÚSICA
RELATÓRIO DE ATIVIDADES DESENVOLVIDAS
Foram desenvolvidas no Conservatório Estaduais Maestro Marciliano Braga,
as atividades de estágio supervisionado, propostas para desenvolver e aperfeiçoar
a formação profissional na atuação de conhecimentos, habilidades e o
compromisso com a prática pedagógica.
Recursos
metodológicos e matérias de apoio utilizadas pelo professor na construção do
conhecimento do aluno.
As formas
de desenvolver a prática pedagógica facilitam a aprendizagem de todos os
alunos, incluindo os alunos com necessidades especiais.
(CH 10 h)
É fundamental que o professor
tenha um projeto de trabalho para o ano letivo, que permita conhecer as
exigências e as condições mínimas para que as aulas transcorram a contento.
Nos três anos iniciais, os métodos utilizados passam por uma vivência
construtivista nas aulas coletivas, chegando à técnica de cada instrumento nas
aulas individuais. Os procedimentos se adaptam ao conteúdo a ser trabalhado
visando o desenvolvimento coletivo e individual do aluno.
É necessário trabalhar em sintonia com os alunos, percebendo dificuldades
e os momentos em que poderão colaborar para o crescimento pessoal e grupal.
Interdisciplinaridade implica mudanças na atividade de compreender e
entender o mundo. Em nossa escola, todos os projetos giram em torno de um tema
– “a
música”. Portanto, a integração entre os departamentos é fundamental
para que cheguemos à verdadeira formação dos nossos alunos. O Conservatório é uma escola com uma realidade diferenciada
das outras, por isso, trabalhar com temas transversais ainda é um desafio, já
que cada departamento tem o seu programa a ser cumprido.
Todavia são realizadas muitas apresentações de grupos de aluno e professores
na comunidade (datas comemorativas, abertura de seminários e encontros),
contribuindo assim com o processo educativo, experiência educativa aliada à
vivência.
As atividades extraclasses são intensas no Conservatório. São realizados
audições de todos os departamentos, apresentações de teatro, canto, oficinas, exposições
e trabalhos manuais, encontros, concursos, festivais, etc. É a arte funcionando
como meio de preservação e fortalecimento da cultura.
São atividades em grupo e individuais que acontecem dentro e fora da
escola; e até em outras cidades.
Trabalhar em grupo significa lidar com as diferenças. Não é fácil, porém,
muito necessário para a formação do ser humano.
Os alunos do Conservatório, pertencentes às mais variadas idades e
classes sociais, convivem na mesma turma, uma vez que o trabalho em grupo visa à
troca de experiências e o enriquecimento cultural e humano.
Além do material didático que a escola possui, são utilizados recursos
como: instrumentos feitos de sucata, e novos conhecimentos adquiridos pelos
professores em cursos de capacitação e na graduação.
Para que os alunos tenham maior interesse e desenvolvam sua aprendizagem
musical e artística, são oferecidas aulas expositivas, práticas, coletivas,
individuais, dinâmicas, interativas e inaugurais.
As formas de desenvolver a prática pedagógica facilitam a aprendizagem da
maioria dos alunos. O desafio é a inclusão de alunos com necessidades
especiais. No conservatório há
diversidade de alunos especiais; como com Síndrome de Dow, deficiência visual,
Síndrome de Cornélia, esquizofrênicos, etc. Assim como uma mãe não tem receita
pronta para cuidar e criar um filho especial, da mesma forma acontece quando um
professor recebe um aluno especial; “tem que se adequar às situações não
previstas”.
Auxiliar na formação do caráter, da cidadania e do comportamento do
indivíduo, valorizando suas origens, cultura e pretensão musical através do
ensino que atenda as demandas da comunidade e assegure ao aluno a progressão no
estudo da música e a formação.
Ø O desenvolvimento
da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o domínio da leitura e da
escrita musical e rítmica.
Ø A
compreensão do ambiente natural social, das artes e dos valores em que se
fundamentam a sociedade.
Ø O
desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo como em vista a aquisição
de conhecimento e habilidades e a formação de atitudes e valores.
Ø O
fortalecimento dos vínculos de família, dos laços e solidariedade humana e de
tolerância recíproca em que se acentua a vida social.
A
Educação Musical no Conservatório de Música é ministrada em nove, sendo considerada
entidade pública, voltado para o ensino da arte da Música, tanto para
apreciadores como para aqueles que querem se profissionalizar na área.
Busca-se
oferecer condições ao aluno para que ele possa atingir seus objetivos. Para
isso o professor deve:
Fazer a sondagem dos conhecimentos
e expectativas que o aluno traz para as aulas;
Ø Buscar
esclarecimentos sobre o curso e colocação dos objetivos do conservatório em
relação ao aluno;
Ø Demonstração
ao aluno possibilidades que o conservatório lhe oferece e a que resultados ele
poderá chegar;
Ø Oferecer
ao aluno o programa que ele deverá cumprir para vencer cada período;
Ø Propiciar
a escuta musical do programa que ele deverá tocar;
Ø Propiciar
ao aluno a oportunidade de recuperação paralela ao processo de aprendizagem no
momento em que ocorrer dificuldade;
Ø Organizar
audições didáticas, por níveis de aprendizagem e coletivamente, esclarecer as
principais dúvidas dos alunos, em relação à postura, leitura, ritmo;
Ø Elaborar
a prova de banca de maneira simples e agradável, sem pressão;
As salas
de aulas são divididas em ambiente para atender cada instrumento e salas para
atendimento de turmas coletivas.
Nas
salas coletivas possuem equipamentos audiovisuais, que teem por objetivo
propiciar aos alunos modernidade de informações, fixação de conteúdos
trabalhados e visualização de outras realidades. O vídeo e a televisão da
Escola funcionam como serviço de apoio pedagógico aos professores na execução e
implementação dos currículos escolares.
A videoteca é enriquecida com aquisição de fitas e DVD’s, de acordo com
os interesses dos professores para atender aos conteúdos específicos.
Monitoria em Sala de aula
(20h)
Nome da
estagiária: Mirian Costa Gonçalves
Curso:
Licenciatura em Música
Escola
Estagiada: Conservatório Estadual de Música Maestro Marciliano Braga
Endereço:
Praça João Pessoa, 137 – Centro – Varginha/MG.
Educação
Musical
Durante o período de 21/09/2009 à 27/11/2009, monitorei as salas de aula de
Percepção e Canto Coral da professora Maria Geralda Silvério Costa e da
professora Ângela I. M. Massa das turmas de 5º ao 9º ano do ensino Fundamental.
A faixa etária, não obstante a condição social é muito diversificada. Os alunos
se interessam pelas aulas que são lúdicas, criativas, prazerosas e produtivas, não
sobejando tempo para a indisciplina.
Algumas atividades monitoradas em várias turmas percepção
e canto coral da professora Maria Geralda:
Atividade 1 - BRINQUEDO
CANTADO
Atividade de escuta
musical
Exploração de movimentos
corporais
Trabalhar a coordenação
motora
Tindolelê
Formam-se um círculo com todos os
participantes em pé e de mãos dadas. Em conjunto cantam a canção, seguindo as
informações abaixo:
a) Girando, com a roda em grande
abertura (todos de braços esticados).
Ô abre a roda, Tindolelê
Ô abre a roda, Tindolalá
Ô
abre a roda, Tindolelê
Tindolelê, tindolalá
b) Muda o sentido da roda a cada enunciação de
“Prô outro lado”
(por exemplo, para a
direita, depois esquerda, após direita novamente).
Prô outro lado,
Tindolelê
Prô outro lado,
Tindolalá
Prô outro lado,
Tindolelê
Tindolelê, tindolalá
c) Fecham e abrem à roda, de acordo com o
texto:
Ô fecha a roda,
Tindolelê
Ô fecha a roda,
Tindolalá
Ô fecha a roda,
Tindolelê
Tindolelê, tindolalá
Inicialmente a professora “puxa” a roda
(na primeira aula apenas ela será o “puxador”). A partir da segunda aula, o
papel de “puxador” é desempenhado por diferentes alunos a cada vez.
A
professora também solicita modificações de intensidade, andamento, maneira de
cantar, etc., “chamando”, por exemplo: “Cantando baixo, tindolelê”, “Bem
devagar, tindolelê”, “Com sons bem curtos, tindolelê, etc.”.
Atividade 2 – CONHECENDO A TURMA
Exercício para trabalhar pulsação e
sílabas tônicas
Jogo de atenção e
interação do grupo
Todos ouvem uma música e descobrem a
pulsação dela batendo palmas. A professora explicou que, como nós, a música
também tem um coração. Não ouvimos nosso coração sem a ajuda de aparelhos,
porém sentimos suas batidas, sabemos que ele está lá; assim também a música tem
um coração que não vemos, não ouvimos, mas sentimos. Explicar que o coração
pode bater lentamente se estivermos calmos, ou rapidamente se corremos ou
estivermos nervosos ou emocionados, mas as batidas têm que ser sempre
regulares, senão, como nós, a música pode ter um “enfarto”!
Conseguida a batida regular,
abordamos o que são as sílabas tônicas, que sabemos serem as mais fortes das
palavras. Então finalmente, levamos cada um a dizer seu nome com a silaba
tônica na pulsação: um fala, todos repetem sem pular nenhuma pulsação.
A professora
iniciou um trabalho com os alunos abordando as propriedades som, selecionado em
módulos com duração de várias aulas, como se segue:
Atividade 3 -
Conteúdo: Elementos e Propriedades da Música (Altura)
Ø Foi feita uma pequena encenação,
utilizando a voz em diferentes alturas. Exemplo: “Cachinhos dourados e os três ursos”, fazendo a voz grave para o
papai urso, média para a mamãe e aguda para o bebê.
Ø Dialogado sobre as diferentes vozes
humanas, sons de instrumentos, diversidade de sons da natureza, etc.
Ø E em seguida foi colocado músicas com variações
grandes de altura;
1. “Elefanta bila-bilu”
2. “Xuxa circo para crianças”
3. “Carnaval dos Animais” (Saint-Saens).
Ø Os alunos juntamente com a professora
fizeram gestos para os sons graves e agudos.
Atividade
4
Conteúdo: Elementos e Propriedades da Música (Duração)
Ø Exposto os conceitos longos e curtos
Ø Improvisado o jogo de o Som Longo
abrir os braços - Som Curto pular.
Ø Colocado músicas com exemplos
extrapolados para caracterizar a duração dos sons, fazendo movimentos,
chacoalhando a mão som curto, onda som longo.
Ø
.Nesta
aula também foi apresentado figuras de valor.
Para trabalhar a noção de
duração dos valores a professora pediu para que os alunos desenhem o som. Não
era para desenhar a fonte sonora, mas sim descrever a impressão que o som
causou, se foi demorado ou breve, ascendente ou descendente.
Atividade
5
Conteúdo: Elementos e Propriedades da Música (Intensidade)
Ø A professora iniciou a aula falando
descontrolamente sobre qualquer assunto: BOM
dia! TUDO bem?
Ø Solicitou aos alunos para diagnosticarem
qual o problema com sua voz. Em seguida
explicou que se colocarmos força a voz fica forte, se falarmos mansinho ela
ficará suave, é um exemplo de intensidade.
Ø Colocou a música “O Jotalhão” com
ampla diferença de intensidade, fazendo gestos para elucidar, convidando-os
para perpetrarem nos gestos também.
Ø Após essa atividade, mostrou que
usamos essa propriedade no nosso cotidiano, quando chamamos alguém que está
longe ou quando contamos um segredo (ou uma fofoca rsrs...).
Atividade 6
Conteúdo: Elementos e Propriedades da Música (Timbre)
Ø Fazendo uma adivinhação: vendado os
olhos de um aluno foi solicitado para um colega falar, o que estava com os
olhos vendados deveria identificar o falante. Em seguida a professora perguntou
como foi que ele descobriu?
Ø Assim encaminhada à aula, foram
apresentados diferentes timbres, colocando para escutar músicas com variedades
timbrística.
Ø
À
medida que os alunos identificaram os diferentes timbres das músicas ouvidas,
foram registrados na lousa.
Atividade 7
Conteúdo – Figura de Sons e Silêncio
Ø Reunida à turma foi elaborada percussão
corporal com a parlenda Chocolate,
seguindo a regra: choco = batendo
as mãos nos joelhos, alternadamente; lá
= batendo palma; tê = batendo
nas palmas das mãos do colega. Observando bem o ritmo: algumas sílabas são mais
curtas, outras mais longas. Inventando maneiras divertidas de falar essa
parlenda.
Ø Mostrando que os sons têm durações
diferentes e para representá-los usamos as figuras.
Ø Dando seguimento, apresentando as
figuras de valor e de silêncio. Para escrever o
ritmo, usamos figuras como a semínima, a mínima e suas pausas: uma pulsação de
som = semínima, duas pulsações de sons.
Atividade 8
Conteúdo – Compasso
Ø Foram trabalhados os Movimentos Naturais do Corpo (andar,
correr, saltitar, galopar, os balanceios, palmas, pés/pulos) exercícios muito
bem aceitos pelas crianças;
Ø Com o objetivo de estimular o corpo
através das batidas dos pés e das mãos, um excelente exercício para desenvolver
a atenção, a prontidão, a coordenação motora e a integração do grupo. Pulsações
podem ser agrupadas em compassos binários, ternários, quaternários...
Ø Podemos chamar de revezamento rítmico, o início de cada rodada é dado cada vez por um
dos quatro grupos, seguindo sempre o sentido horário. Pode-se também realizá-lo
como dança circular: 4 passos para a direita, 4 para a esquerda, 3 para a
direita, 3 para a esquerda, 2 para a direita, 2 para a esquerda, andando com o
tronco sempre voltado para dentro do círculo. Seguindo a pulsação, a cada
início da contagem, quando o compasso for de quaternário, o 1º. bater palma, no
compasso ternário, o 1º. pular, no binário, o 1º estalar os dedos. Com o
objetivo de se manter o ritmo trabalhando os compassos.
Ø Uma vez compreendida a maneira
prática, foram introduzidos os signos de compasso, representados por frações
ordinárias ou sinais: Numerador/Denominador, Unidade de Tempo/Unidade de
Compasso.
Ø Foram colocadas músicas com compassos
binários, ternários e quaternários e solicitado aos alunos para reconhecerem os
compassos.
Atividade 09
Conteúdo – Compasso
Ø Trabalhado os Movimentos Naturais do Corpo (andar, correr, saltitar, galopar, os
balanceios, palmas, pés/pulos) exercícios muito bem aceitos pelas crianças;
Ø Com o objetivo de estimular o corpo
através das batidas dos pés e das mãos, um excelente exercício para desenvolver
a atenção, a prontidão, a coordenação motora e a integração do grupo. Pulsações
podem ser agrupadas em compassos binários, ternários, quaternários...
Ø Podemos chamar de revezamento rítmico, o início de cada rodada é dado cada vez por um
dos quatro grupos, seguindo sempre o sentido horário. Foi realizado como dança
circular: 4 passos para a direita, 4 para a esquerda, 3 para a direita, 3 para
a esquerda, 2 para a direita, 2 para a esquerda, andando com o tronco sempre
voltado para dentro do círculo. Seguindo a pulsação, a cada início da contagem,
quando compasso quaternário, o 1º. Bater palma, no compasso ternário, o 1º. Pular,
no binário, o 1º estalar os dedos. O objetivo é que se mantenha o ritmo
trabalhando os compassos.
Ø Uma vez compreendida a maneira
prática, foram introduzidos os signos de compasso, representados por frações
ordinárias ou sinais: Numerador/Denominador, Unidade de Tempo/Unidade de
Compasso.
Ø Dando seqüência, músicas com
compassos binários, ternários e quaternários foram colocadas e solicitadas aos
alunos para reconhecerem os compassos.
Atividade 10
Conteúdo – Ligadura
Ø Nessa lição temos uma coisa curiosa.
Em alguns compassos duas notas iguais estão ligadas por uma linha curva, a qual
recebe o nome de ligadura. Quando duas ou mais notas da mesma altura estão
assim ligadas, tocamos ou cantamos apenas a primeira, mas contamos a segunda,
enquanto continuamos sustentando a nota tocada. Sendo exemplificada com a
melodia e letra “O Patão e o Patinho”.
Ø Passado a seguir uma pequena melodia
que há ligaduras: Primeira Valsa, nela há ligaduras: uma nos dois “mi” e outra
nos dois “dó”. Ligadura de Valor – soma as durações de duas ou mais notas da
mesma altura e do mesmo nome.
Ø Toda composição musical tem uma
estrutura formal assim como um texto. Todos se dividem em Períodos, Orações,
Frases e Semi-frases. Com a melodia e letra de “Ciranda, Cirandinha” foi
apontada a Ligadura de Fraseado ou Legato – Sendo colocada acima ou abaixo de
um grupo de notas, estas notas deverão ser tocadas ou cantadas bem ligadas,
respirando-se na nota final.
Ø Uma excelente forma de explicar a
ligadura de portamento com a melodia “Marionettes”, fazendo os movimentos dos
bonecos.
Ø Ligadura de portamento é colocada
sobre duas notas de diferentes alturas, sendo que a primeira nota é levemente
acentuada e ligada para a segunda que deve ser levemente destacada.
Regência
(30h)
Nome da
estagiária: Mirian Costa Gonçalves
Curso:
Licenciatura em Música
Escola
Estagiada: Conservatório Estadual de Música Maestro Marciliano Braga
Endereço:
Praça João Pessoa, 137 – Centro – Varginha/MG.
Educação
Musical
Participei das turmas coletivas
de percepção de 5º ao 9º ano da professora Ângela I. M. Massa. As turmas são
bem heterogêneas, com alunos de faixa etária bem diferenciada, desde
pré-adolescentes até a terceira idade. O nível social também é muito variado. O
ensino-aprendizagem é um tanto intrincado devido, sobretudo as diferenças, sem
contar ainda de alunos especiais que sempre fazem parte das turmas.
O professor carece, no
entanto ter assaz competência para proporcionar aos alunos toda a matéria e impetrar
efeito auto-suficiente até ao final do ano.
Atividade 11
Conteúdo – Ponto de Aumento e Ponto de diminuição
Ø Quando queremos aumentar o valor de
uma figura, colocamos um ponto do lado direito dela. Esse ponto vale metade
dessa figura, e é chamado Ponto de Aumento.
Ø Foi apresentada na sala aula, figuras
de laranjas inteiras e de metades, trabalhadas em papel cartão. Vamos fazer uma
comparação com alguns grupos de laranjas inteiras e também várias metades. Considerando
uma laranja inteira uma mínima, uma metade será uma semínima. Com exemplo das
laranjas, foram trabalhadas todas as figuras pontuadas. Nada melhor que uma
melodia em valsa para fixar bem a ideia do ponto de aumento; e assim foi visto
a partitura e ouvida a música “Noite Feliz” que é bem popular e fácil
compreensão.
Ø Dando seqüência foi elaborada com as
crianças a música “The Frog”. Tanto os saltos quanto ao coaxar do sapo, acopla
bem ao ponto de diminuição. Onde as notas têm um ponto abaixo ou acima diminuindo assim seu valor.
Atividade
12
Conteúdo – Acento Métrico – Síncope e Contratempo
Ø Com a canção “Torce Retorce”, os
alunos em roda, nas sílabas fortes, bateram palmas. Torce retorce
procuro, mas não vejo não sei se era pulga
ou se era percevejo.
Ø Outra canção bem conhecida trabalhada
Acentuação Métrica foi “Marcha Soldado”. Os alunos em fileira marcharam,
marcando com o pé direito a sílaba tônica.
Ø Para se trabalhar síncope nada melhor
que músicas folclóricas brasileiras, aliás, é o que mais influencia os ritmos
brasileiros, são as notas sincopadas. Uma canção bem simples e conhecida é
“Samba Lelê”. Passei a letra da música no quadro e marquei as sílabas
sincopadas. Reparti a sala em dois grupos, um grupo ficou marcando o pulso com
palmas e o outro grupo andando, quando chegou às notas sincopadas, o acento que
foi deslocado, o grupo que estava andando
manquejou (falhar um passo).
Ø O contratempo é quando as notas são
executadas em tempos fracos ou partes fracas dos tempos intercalados por pausas
nos tempos fortes ou partes fortes. Na música “When The Saints Go Marching In”,
trabalhei o contratempo e ao mesmo tempo o ritmo acéfalo. Onde o há
deslocamento da acentuação.
Atividade 13
Conteúdo: Quiálteras e abreviaturas.
Ø Sempre acontece de iniciar com uma tercina, são três
notas no lugar de duas, mas se colocarmos um arco com o nº. 3, as três valerão
um tempo, como exemplo, pedi para contar a tercina com a palavra: mú– si – ca.
Ø Depois para fixar o exemplo, coloquei a música
“A Flor e o Colibri”, que além de mostrar as quiálteras, foram apresentadas aos
alunos as Abreviaturas: como Dal Segno, e o ritornelo.
Atividade 14
Conteúdo: Intervalos
A música é igual à nossa
vida, nascemos, engatinhamos, aprendemos a andar, cair, correr e conforme nossos
esforços e dons nos tornam pessoas diferenciadas ou não.
Antes de falarmos sobre campo harmônico, escalas e formação de acordes, para entendê-los melhor é preciso saber o que são os Intervalos. Compreendendo isso, entenderemos com facilidade tudo que vier pela frente, pois tudo é baseado nos intervalos.
Então, o que é intervalo? Intervalo é a distância entre dois sons. Semitom: é a menor distância entre dois sons; Tom: é a união de dois semitons; Sustenido tem a função de elevar a nota um semitom; Bemol tem a função de abaixar a nota em um semitom. Dada essa explanação, foram realizadas algumas atividades para fixar a matéria sobre intervalos;
Antes de falarmos sobre campo harmônico, escalas e formação de acordes, para entendê-los melhor é preciso saber o que são os Intervalos. Compreendendo isso, entenderemos com facilidade tudo que vier pela frente, pois tudo é baseado nos intervalos.
Então, o que é intervalo? Intervalo é a distância entre dois sons. Semitom: é a menor distância entre dois sons; Tom: é a união de dois semitons; Sustenido tem a função de elevar a nota um semitom; Bemol tem a função de abaixar a nota em um semitom. Dada essa explanação, foram realizadas algumas atividades para fixar a matéria sobre intervalos;
Ø Treinando o intervalo de 2ª com a
melodia “O Gafanhoto”, explicando o “Passo”, em seguida o intervalo de 3ª. com
a melodia “O Vento” (Salto)
Ø Para intervalo de 3ª menor com a
melodia Greens Leaves
Ø Para intervalo de 4ª justa o Hino
Nacional, etc.
Atividade 15
Conteúdo: Escalas Maiores e Menores
Vamos
entender melhor a formação da escala maior dividindo e separando por intervalos:
Dó- Tônica
Ré- 2M = Segunda maior
Mi- 3M = Terça maior
Fá- 4J = Quarta justa
Sol- 5J = Quinta justa
Lá- 6M = Sexta maior
Si- 7M = Sétima maior
Entendendo como se forma a escala maior de Dó (C), podemos formar a escala de qualquer nota, seguindo as regras. Por exemplo:
De Dó para Ré temos dois semitons
De Ré para Mi temos dois semitons
De Mi para Fá temos um semitom
De Fá para Sol temos dois semitons
De Sol para Lá temos dois semitons
De Lá para Si temos dois semitons
De Si para Dó temos um semitom
Com essa regrinha, você poderá formar a escala maior em todas as notas, sempre respeitando os intervalos.
Atividade 16
Conteúdo: Realização de exercícios escritos e práticos com Escalas:
Ø Agora que você já conhece todas as
notas que vão de um Dó até o outro Dó, vamos colocá-las em ordem ascendente e
descendente. Quando olhamos para as notas assim temos a impressão de que
estamos subindo e descendo uma escada de verdade. (desenho uma escada com os
nomes das notas – escala de DO Maior), em seguida a música a ser trabalhada é
Can Can.
Ø Num primeiro momento trabalho as
pecinhas “Índio Alegre” e “Índio Triste” para diferenciar os Tons Maiores e
menores.
Ø Seguindo o processo de escalas, após
o aluno ter trabalho a canção “Com saudade”, onde são trabalhados dois grupos
de notas – 1º bloco na clave de Sol, as notas DO RÉ, MI, FÁ e o segundo bloco
SOL, LÁ, SI, DO, peço ao aluno conferir o desenho melódico. Nossa escala
começou na nota Dó, por isso é
chamada de DO “ESCALA MODELO”. Ela é
chamada de “ESCALA MODELO”, para as
outras escalas. Podemos formar uma escala de qualquer nota, para isso só
precisamos seguir o modelo de DÓ.
Atividade
17
Conteúdo: Aulas
de Piano
Apesar
de ser um sistema de ensino, a criança não tem sua criatividade tolhida. O
estímulo criativo é fundamental para “o fazer musical” sendo necessário ser
prazeroso, mas exige disciplina. Levando ao desenvolvimento da atenção e da
concentração, melhorando o desempenho em outros setores, como no aprendizado de
novos idiomas, habilidade com números e cálculos (raciocínio lógico), além da
destreza manual (como no caso dos cirurgiões que estudam um instrumento musical
para desenvolver a imprescindível motricidade fina). É o que chamamos de
inteligências múltiplas. O desafio da educação musical é respeitar e construir
sobre as habilidades e o entendimento da música da própria criança, em vez de
simplesmente impor um currículo projetado principalmente para assegurar
performances musicais adultas competentes. A pronta exploração de segmentos e o
senso intuitivo da forma e contorno de uma peça são experiências preciosas que
não deveriam ser desconsideradas se desejamos que um desabrochar completo de
talento musical ocorra posteriormente na vida. Objetivos:
realizar atividades que ajudem a definir a lateralidade, a localização
espacial, usar livremente a imaginação para desenvolver a capacidade criadora,
diferenciar e relacionar a linguagem verbal e a linguagem musical, além dos
objetivos citados nos módulos anteriores. O piano
é um instrumento musical onde cada nota está "pronta”, e os intervalos
podem ser visualizados em suas teclas. Além disso, é um instrumento ao mesmo
tempo melódico e harmônico. A flauta doce, apesar de seu "simples"
manuseio, é um instrumento que exige o controle do sopro e o desenvolvimento da
coordenação motora fina, para se obter um som afinado e um ritmo preciso. No
caso do violão e do violino, é necessário "construir" as notas,
apertando ou friccionando as cordas. Todos esses fatores contribuem para que os
instrumentos de teclado sejam os mais indicados para se iniciar um trabalho de
musicalização através de um instrumento musical.
O primeiro passo é a exploração dos sons do
piano, através de histórias e brincadeiras rítmicas, em que a criança tenha
oportunidade de conhecer todas as regiões do teclado (grave médio e agudo).
Utilizei o
método de "Elvira Drummond” em que se brinca de tocar o ritmo do próprio
nome da criança, em várias regiões com a mão fechada (posição de "cluster"),
com movimentos simultâneos das mãos, alternados, com percussão na tampa do
piano, palmas e pés ou o "passeio" com a palma da mão e o braço bem
relaxado, por todo o teclado, uma brincadeira que costumo fazer (improvisação
no piano de acordo com Dalcroze), contando a história de um lobo ou leão (na
região grave), e de um passarinho que canta na árvore (na região aguda),
passando por um “glissando” na corrida, ou "staccatos” (saltos) dos sapos,
com a participação da criança, que toca junto, acrescentando elementos ou
dialogando através de sons no piano. Nessa fase trabalham-se principalmente as
propriedades do som: altura (grave/agudo), intensidade (forte/fraco), duração
(curto/longo) e timbre (que pode ser trabalhado no teclado eletrônico), além da
noção de pulsação e andamento. A fase seguinte é a de familiarização e
compreensão da disposição das teclas brancas, tocando-se a princípio somente
nas teclas pretas, num sistema que favorece o desenvolvimento não só dos dedos
e sim de todo o sistema locomotor dos membros superiores. Assim a criança
aprende a "ver” os grupos de duas e três teclas pretas, a localizar as
notas nas teclas brancas tanto auditivamente, quanto digitalmente.
Quando a
criança demonstra interesse pelo instrumento, deixo que explore livremente.
Aproveito para contar histórias, tocando melodias simples, tocando clusters
(cacho), fazendo ritmos, ostinatos, glissando, como já havia descrito
anteriormente. Conjuntamente com esse trabalho, e principalmente, cante muito.
A formação de repertório, a ampliação e fixação dos elementos que compõem o
universo sonoro, são fundamentais no aprendizado de um instrumento musical.
Pois é a partir de canções conhecidas, que a criança passa a reproduzi-las de
memória, por ouvido. Alguns métodos europeus e os métodos húngaros utilizam
canções pentatônicas para se iniciar o aprendizado pelas teclas pretas,
facilitando a sua familiarização com o teclado. Exijo nessa fase, um som bonito,
que equivale à vocalização no canto, onde se exercita a intensidade do toque, o
ouvido, a memória, a coordenação motora, sempre mantendo o aluno motivado,
fazendo as aulas de acordo com a necessidade e capacidade de concentração de
cada criança, podendo algumas vezes durar apenas cinco minutos, e em outras,
meia hora. O importante é manter a regularidade das aulas, e estar sempre
atento às necessidades do momento. Isso é uma parte da filosofia do método
"Suzuki".
Tocar com os dedos curvos e juntos, formando
a posição de cacho (cluster). Falando parlendas como: "a galinha do
vizinho bota ovo amarelinho" e "unidunitê”. Neste caso, trabalha-se ritmo, coordenação motora, intensidade,
duração e andamento, conforme a entonação dada à frase ou canção. Podendo ser
mais grave, mais aguda, tocando-se em várias regiões, mais forte ou fraca, mais
rápida ou lenta, etc.
Tocar a
“Valsa do Elefante" nos grupos de duas e três teclas pretas, alternando os
grupos, tocando em clusters. Uma vez no grupo de três teclas pretas, duas vezes
no grupo de duas teclas pretas, e assim por diante.
As aulas de
regência o qual participei da professora Juçara, foram bem diversificadas;
neste relatório foi exposto às aulas para os alunos de fase inicial, porém aos alunos
em fases mais adiantadas, como já tinham programa selecionado, foi feito apenas
as correções sucintas.
sexta-feira, 19 de junho de 2015
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quarta-feira, 17 de junho de 2015
sábado, 13 de junho de 2015
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sexta-feira, 5 de junho de 2015
quarta-feira, 20 de maio de 2015
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quinta-feira, 14 de maio de 2015
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sábado, 9 de maio de 2015
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sexta-feira, 8 de maio de 2015
Artigo: Análise de Livros de Musicalização
ANÁLISE DE LIVROS DE MUSICALIZAÇÃO
Mirian Costa Gonçalves1
Letícia Veiga Vasques2
RESUMO
Os trabalhos escritos e virtuais a respeito da musicalização caracterizam-se pela conjugação da qualidade artística e educativa, propondo materiais que partem de propostas pedagógico-musicais, para o uso do professor na educação básica. Este trabalho analisa diversos livros pedagógicos musicais para a prática docente. Tal abordagem se faz necessária pela imensa quantidade de material existente, entretanto ainda de difícil acesso ao professor de música. O objetivo deste trabalho é viabilizar uma análise de diversos materiais permitindo que o docente possa escolher o que melhor lhe convier. Este intento será conseguido através da pesquisa de materiais disponíveis na Biblioteca do Conservatório de Música de Varginha. A análise demonstrou que há variedade de material, mas que poucos se adéquam ao dia-a-dia do professor.
Palavras-chave: Musicalização, Material Pedagógico, Vivências Musicais. Brinquedos sonoros.
ABSTRACT
The written and virtual work regarding musicalization workshops are characterized by a combination of artistic and educative quality, it provides materials that are based on pedagogical musical-proposals, for the use of teachers in basic education. This paper analyzes several books from teaching music to the teaching practice. Such approach is necessary to the immense amount of existing material; however, it is still very difficult to access a teacher of music. The objective of this work is to enable an analysis of various materials allowing the teacher to choose what best suits him or her. This goal will be achieved through the study of materials available at the Library of the Conservatory of Music in Varginha. The analysis showed that there is a variety of material, but few it is able to suit the day-to-day life of a teacher.
1 INTRODUÇÃO
Este trabalho aborda a dificuldade do professor de musicalização e do professor alfabetizador em encontrar material para desenvolver suas aulas, sejam músicas ou atividades
1 Pós graduando em Música pelo UNIS/MG.
2Especialista em Comunicação Empresarial e Marketing pelo UNIS/MG. E-mail: leticiavasques@unis.edu.br
2
musicalizadoras. Apresenta também as diferentes opções a esses docentes, visando uma prática pedagógica eficiente e rica.
Tal abordagem se justifica pela necessidade do professor possuir diversidade de material, e conhecer atividades variadas para enriquecer suas aulas e torná-las atraentes a seu público. O mercado musical é cada vez mais produtivo, assim se faz necessária uma análise qualitativa ao se elaborar um planejamento de aulas, mas devido ao fato de que poucos professores disporem de tempo e disposição para tal esse trabalho irá facilitar o acesso a esse material.
É importante salientar também a contribuição do trabalho para a comunidade escolar, uma vez que todos têm a ganhar quando o professor está bem preparado, com muitas opções ao selecionar seu repertório de canções e atividades lúdicas.
O objetivo desse estudo é viabilizar uma análise de diversos materiais permitindo que o docente possa escolher o que melhor lhe convier Esta tarefa será conseguida através de pesquisa para encontrar materiais e atividades e músicas que possam ser utilizadas em sala de aula pelo professor de música, mediante a consulta ao acervo da Biblioteca do Conservatório de Música de Varginha.
2 MUSICALIZAÇÃO EM FOCO
A Musicalização é uma disciplina de importância para os estudos da música. Seja para o pretendente a instrumentista ou para quem apenas aprecia a música. Ela é o processo de construção do conhecimento musical, cujo principal objetivo é despertar e desenvolver o gosto pela música, estimulando e contribuindo com a formação global do ser humano. Segundo o educador Koellreutter em vez de trabalhar o conhecimento e a experiência musical apenas do visando o fator quantitativo (parâmetros musicais), a musicalização deve valorizar os aspectos qualitativos (imprecisos, subjetivos) em contatos musicais (BRITO, 2001, p.20).
Ao procurar por materiais diferentes e atividades para incrementar seu planejamento o professor de música encontra um vasto acervo, mas de tudo isso o que tem utilidade para seu trabalho? Para responder essa questão é preciso ter em mente um questionamento de Beyer:
[...] quando escolas buscam resgatar o espaço da música em seu programa [...] acabam seguidamente por ensinar de modo, preponderante os princípios da teoria musical e técnica instrumental, transformando a atividade musical [...] em algo enfadonho e cansativo para os alunos. (BEYER, 1999 p.10-11)
3
Apesar dos comentários expressivos de Beyer, (1999, p.10-11), para se alcançar níveis profissionais neste mercado muito competitivo, [...] a Teoria Musical é um meio e não um fim, porém um meio indispensável que sintetiza as experiências de todas as gerações de compositores e de músicos, pois apresenta sugestões, conselhos e recomendações e não regras rigorosas e intransigentes. (MED, BOHUMIL, 1996, p.9-10).
Ao buscar por inovação e novas pedagogias o professor não pode deixar de ter em mente que não há um método pronto para todos os desafios, e muitas vezes por mais que planeje sua aula existe sempre a chance de não acontecer da forma pretendida. Exige-se portanto, conhecer variadas opções, pois “a melhor hora para apresentar um conceito ou ensinar algo novo, é aquela em que o aluno quer saber”. (BRITO, 2001, p.32)
Segundo Ieda Camargo de Souza em Musicalizando Crianças (Ed, Ática. 1996 ps. 9 e seguintes), [...] importante que, em todo e qualquer contexto de ensino- aprendizagem, a integração dos elementos musicais seja observada. Não se concebe a separação entre a teoria e a prática, como também não se pode desvincular ritmo de melodia, prática auditiva de escrita musical e o idioma musical tradicional do contemporâneo. Igualmente, cada aula deve conter diversos desses elementos. Neste livro está escrito:
A criança ou adulto precisam encarar a aula de música como um momento agradável e produtivo. Cabe ao professor a delicada tarefa de conseguir um clima tranquilo e, ao mesmo tempo, ativo, que propicie a criação e a manifestação espontânea dos alunos, sem ocorrência de indisciplina.
Seguindo as ideias do conhecido educador musical Carl Orff (FONTERRADA, 2001, p.161), enfatiza-se a necessidade da improvisação. Os instrumentos de placa por ele criados (xilofones e metalofones) são particularmente indicados para esse exercício, devido à facilidade de execução e manuseio que oferecem. Enfim, o potencial educativo da música é amplamente conhecido, porém nem sempre explorado pelo educador, devido às dificuldades em encontrar orientação sistematizada nesse sentido.
3 UMA AUTORA ESPECIALISTA EM MUSICALIZAÇÃO
Segundo Cecília Cavalieri França, educadora musical, Ph. D pela Universidade de Londres, professora e pesquisadora musical, autora de diversos livros voltados para a musicalização infantil, a musicalização é a fragmentação da música em seus elementos para compreensão dos conceitos, mas que devem pela vivência e experimentação, dissolvidas em
4
suas fronteiras e transformadas em compreensão linguística3. Neste pensamento, ela desenvolve seus livros, sempre voltados ao cunho didático do ensino musical em que se une os conceitos com as vivências individuais.
Em seu livro PARA FAZER MÚSICA VOL. 014, ela aborda o ensino da música para crianças de forma estimulante, crítica e expressiva. O livro inclui um CD com 35 faixas de repertório variado como rock, rap, samba, música clássica e funk. Cavalieri demonstra que é possível encontrar qualidade artística em todos os estilos musicais, mas a criança precisa saber identificar essa qualidade diante da quantidade de estímulos da indústria fonográfica. O trabalho realizado pela autora é baseado na pedagogia do educador Keith Swanwick, que sempre inspirou sua pesquisa e sua escrita (MARES et all, 2005).
As atividades apresentadas nesse livro são muito prazerosas e enriquecedoras, com objetivos claros e facilitadores, mas se o professor que for utilizá-lo não tiver um conhecimento musical prévio pode se sentir tolhido pelas especificidades dos jogos propostos. Segundo MARES et all (2005), a prática do jogo é um elemento muito utilizado pela autora, pois o jogo, o lúdico é de vital importância para o desenvolvimento da criança. O jogo permite a prática da representação mental, assim abrindo caminhos para o pensamento abstrato. Um exemplo positivo é atividade mostrada na figura 1:
Figura 01 – Atividade História Sonora
Fonte: Para fazer música, p. 37, 2009.
3 FRANÇA, C. C. O Som e a Forma, do Gesto ao Valor. Artigo disponível em http://ceciliacavalierifranca.com.br/wp-content/themes/cecilia/downloads/textos/capitulos/Som_forma.pdf, acesso em Abril/2015.
4 FRANÇA, C. C. Para Fazer Música Vol.01 – 2ª ed. Belo Horizonte: Empório, 2009.
5
A atividade ilustrada na figura acima desenvolve a imaginação, a criatividade e a musicalidade dos alunos. Através da criação dos sons presentes na história e de sua representação o aluno pode ir experimentando, e assim desenvolver o seu potencial imaginativo, pois de acordo com MARES et all (2005): “A atividade lúdica favorece o desenvolvimento integral da criança dentro de uma atmosfera de agradável cumplicidade entre professores e alunos”.
Outra atividade muito interessante mescla história da música com literatura, invocando William Shakespeare apud França (2009), juntando literatura, teatro, música, trovadores. É um exercício que produz um grande aprendizado, onde a interdisciplinaridade acontece sem sacrifícios de conteúdo ou de imaginação. Na atividade a seguir, exemplos da interdisciplinaridade, como visto na figura 2.
Figura 01 –Atividade Literatura com música
Fonte: Para fazer música – 2009 p. 35.
6
O trabalho de Cavalieri propõe-se a discutir ingredientes poéticos; fala sobre linguagem poética- a linguagem que resulta do trabalho consciente e cansativo dos artistas da palavra, fala sobre a rima, a metrificação dos versos, a criação do ritmo e mostra até que ponto a poesia e a prosa podem se misturar e causar um prazer educativo. É comum afirmarem que a Música é tão velha quanto o homem, porém talvez seja mais acertado falar que, como Arte, tenha sido ela, entre as artes, a que mais tardiamente se caracterizou. Por esse motivo, Cavalieri (MARES et all, 2005) propôs-se a misturar tais ingredientes- música e poesia- e fazer disso, educação.
Usa, com frequência, o conto sonoro, que consiste no relato de uma história, improvisada ou não, cuja finalidade é ressaltar os elementos sonoros que a constituem e pode ser expressa com ou sem narração. Esse material, aplicado por um educador criativo, desenvolve o intelecto do aprendiz, lhe desperta o gosto pelas Artes, dá-lhe alegria e motivação para a aula de música. Apesar do trabalho de Cavalieri ser dirigido a crianças, pode e deve ser aplicado na alfabetização musical de adultos, com resultados surpreendentes. (BRITO, 2003)
4 UMA SELEÇÃO DE LIVROS PARA DIFERENTES PROJETOS
Encontramos também, outra pedagoga musical e autora de livros didáticos em musicalização, Elvira Drummond, professora na Universidade Federal do Ceará, licenciada em Artes, Bacharel em Piano e Mestre em Literatura. Seus livros são voltados especialmente para a musicalização infantil. O diferencial do seu trabalho é a divisão por conteúdos bem específicos e a adequação por idades, seriados desde o 1º ano até o 9º ano escolar. Seus livros também são separados pela competência do professor, ou seja, se o professor tem formação musical ou não. A separação por disciplinas é um grande facilitador, iniciando o conhecimento musical, como o livro “Vivencia musical”, e também a série “Colorindo Sons”, voltada para crianças ainda não alfabetizadas. (DRUMMOND, 2014).
Um dos livros mais produtivos e úteis para o professor é da coleção “Ouvir e Criar” em 7 volumes seriados (DRUMMOND, 2009). Nessa coleção os livros contem exercícios bastante práticos e que mesmo nos anos finais, quando há necessidade de um ensino mais teórico, os livros continuam com atividades e visual atraentes. São coloridos e com atividades bastante niveladas. Veja a figura a seguir, onde há um exercício que inclui solfejo, compasso, escala e fraseado. Tudo feito de forma suave, para que o aluno não se sinta pressionado e seu aprendizado seja constante e efetivo, como se observa na figura 3.
7
Figura 2 – Atividade escrita sobre trecho musical
Fonte: Ouvir e Criar – V. 5, 2009, p. 30.
Alguns exercícios são bastante criativos e lúdicos, fator que influencia positivamente o aluno e que segundo Koellreutter (BRITO, 2001), o professor precisa estar atento ao que o aluno precisa aprender e que não se encontra nos livros, aquele fazer que somente o lúdico e a prática possam construir. Na figura 4, observamos um jogo de intervalos que explora o lado lúdico, unindo o conhecimento teórico da distância entre sons, a sua classificação e a prática por meio da produção sonora com o uso da voz. Também pode-se utilizar das canções trabalhadas na exemplificação dos conceitos e até mesmo músicas populares do cotidiano das crianças, transformando a atividade num jogo de conhecimentos, ao mesmo tempo que incentiva a concentração e a audição ativa dos sons que a criança diariamente tem contato.
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Figura 3 – Estudo de Intervalos
Fonte: Ouvir e Criar – Vol. 5, 2009 p. 81.
As canções que acompanham os livros são divertidas e falam do cotidiano das crianças, com canções ilustrativas dos exercícios e conceitos trabalhados, cujos temas são comuns no processo de inserção da criança com a sociedade, tanto escolar, quanto familiar e infanto social.
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O mais interessante são os jogos e as atividades, que facilitam na hora de planejar as aulas, que de acordo com José Maria Neves: “há um enorme campo aberto para a nossa imaginação e nós só poderemos tomar posse dele quando descobrirmos a linguagem do nosso tempo”. (NEVES, 1974, s.p)
5 JOGOS E BRINCADEIRAS PARA DIFERENTES IDADES
O grupo Palavra Cantada, formado quando os músicos Sandra Peres e Paulo Tatit começaram, em 1994, criar novas canções para as crianças brasileiras. A partir daí seus trabalhos se tornaram um sinônimo de qualidade nas canções e o respeito à inteligência e à sensibilidade da criança. O diferencial do trabalho desse grupo é sua didática criativa dentro da cultura musical voltada à criança. (TATIT, 2014)
O grupo tem muitos CDs e DVDs, além de shows, voltado sempre para a musicalização em um trabalho bem didático como o “Livro de Brincadeiras Musicais da Palavra Cantada”5. Esse livro é como um brinquedo que pode ser explorado pela criança de várias e diferentes formas. É uma maneira lúdica de se aproximar da linguagem musical respeitando a inteligência da criança. A ludicidade é a parte mais interessante de seus trabalhos, e nestes, os itens musicais são apreendidos pela criança sem sofrimento, o que segundo Dalcroze (FONTERRADA, 2008) é um dos fatores mais procurados pelo educador de sucesso.
São cinco volumes pensados por faixa etária, mas que podem ser utilizados por em diversas idades. Todos repletos de brincadeiras e atividades em grupo, atraindo a atenção da criança e sensibilizando-a. Esse ponto é extremamente importante, porque como salienta Brito: “o educador ou educadora deve buscar dentro de si as marcas e lembranças da infância, tentando recuperar jogos, brinquedos e canções presentes no seu brincar.” (BRITO 2003, p.111).
6 HANNELORE BUCHER
Além dos livros já citados, também existem livros muito interessantes e com grandes possibilidades de serem inseridos na prática pedagógica. Temos os livros da pedagoga Hannelore Bucher, em especial “Aprender Teoria Musical é Divertido”, 2007. Esse livro além de sua apresentação divertida, seu caráter lúdico, tem o benefício de vir em livro reproduzível
5http://www.projetopalavracantada.com.br<acesso em 19 de outubro de 2014>
10
e também vir em duas versões: uma para o aluno e outra para o professor (BUCHER, 2007). Observe na figura 5 como a apresentação é interessante
Figura 4 – Atividades de figuras de tempo
Fonte: Aprender música é divertido, 2007, v.1, p.51.
Esse livro fornece material de apoio que enriquece a prática pedagógica. São exercícios práticos e teóricos, com aplicações em várias faixas etárias. Alguns exercícios são baseados na metodologia de George Self (1921 - ...), onde o sistema de notação musical é simples e fácil de ser compreendido, são utilizadas analogias que possibilitam diversas interpretações e criações musicais (FONTERRADA, 2008).
7 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A análise de todo esse material mostrou que existem inúmeras possibilidades ao alcance do professor que desejar incrementar suas aulas. São muitos os livros e as possibilidades de se planejar uma aula criativa, de se incrementar o planejamento pedagógico.
11
Sendo que alguns escritores pedagogos além de seus livros também disponibilizam material gratuito na internet, ou seja, o professor não precisa se deslocar para elaborar suas aulas.
É necessário que se ame a música, que se viva a música; dê-se a ela por inteiro, estude-a sempre. Aborde-a sempre com linguagem simples e objetiva, interligando-a com a realidade em que se vive- o folclore, o popular, o requintado, o erudito.
Constituir um conjunto interligado é fundamental ao aprendizado em qualquer área, sobretudo no da música. Nela, a sensibilidade desperta, aflora e o educando liga-se, com mais facilidade ao seu professor. Essa constatação é apoiada por todos os que se envolvem com esse trabalho.
Se o professor de música procurar irá encontrar atividades lúdicas divertidas, jogos para quase todos os conteúdos musicais e seus alunos provavelmente aprenderão com facilidade e vontade.
Entretanto, na grande maioria desses livros analisados, alguns pontos negativos foram considerados no que se refere à utilização desse material em conservatórios estaduais. Os livros são confeccionados em papel cartão de boa qualidade, coloridos e com atividades no próprio livro, portanto, cada aluno deveria ser detentor de seu material. No caso, na biblioteca do Conservatório de Música de Varginha existe apenas um de cada livro para o professor de musicalização pesquisar e fazer seu planejamento de aula, o que dificulta no sentido de que a utilização de seus exercícios requer cópias xerografadas, encarecendo o processo, principalmente pelo fato de que por orientação superior, não podemos solicitar ao aluno a sua reprodução ou mesmo recursos financeiros para isso. Em contrapartida, não há livros disponíveis nas livrarias locais para aquisição por parte dos alunos, além do seu custo ser alto para a maioria deles.
Por isso, apesar de existir materiais de alta qualidade para consulta e até mesmo utilização, exige-se uma política pública apropriada que possibilite o uso destes tanto por parte do docente como dos alunos, considerando desde a disponibilização dos mesmos (de forma gratuita ou mesmo comercial), até a redução dos custos que possibilite a aquisição dos mesmos em larga escala.
O problema então, é bem maior do que a simples divulgação e utilização pedagógica destes materiais e publicações.
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REFERÊNCIAS
BEYER, Esther. 119 Ideias Para a Educação Musical. Porto Alegre: Mediação, 1999. 100 p. Cadernos de Autoria 4.
BRITO T. A. – Koellreutter Educador: O Humano Como Objetivo Da Educação Musical. 2ª ed. São Paulo: Peirópolis, 2011.
BRITO T. A. – Música na Educação Infantil: Propostas para a formação integral da criança. 2ª Ed. São Paulo: 2003.
BUCHER, Hannelore – Aprender Teoria Musical é Divertido, 2007.
BUCHER,Hannelore. Biografia. Disponível em: <http://www.musicalbucher.com/index.php?option=com_content&view=article&id=55&Itemid=76>. Acesso em: 21 out. 2014.
DRUMMOND, Elvira. Disponível em: <http://www.elviradrummond.com.br/indexteste2.html> Acesso em: 19 out. 2014.
DRUMMOND, Elvira. Ouvir e Criar. Volumes 01 ao 07. Fortaleza: L Miranda, 2009.
FONTERRADA, Marisa Trench de Oliveira. De tramas e fios: Um ensaio sobre música e educação. 2ªed. São Paulo: Editora UNESP, 2008.
FRANÇA, C. C. Para Fazer Música Vol.01 – 2ªed. Belo Horizonte: Empório, 2009.
_____________. O Som e a Forma, do Gesto ao Valor. Artigo disponível em <http://ceciliacavalierifranca.com.br/wp-content/themes/cecilia/downloads/textos/capitulos/ Som_forma.pdf>Acesso em 29/Abril/2015.
MARES, R.L. F; FRANÇA, C. C.; MARES GUIA R. L. Jogos Pedagógicos Para A Educação Musical. Belo-Horizonte: UFMG, 2005.
MED, Bohumil. Teoria da Música. Brasília- DF. Musimed. 1996
NEVES, José Maria. Educação Musical. Revista da Sociedade Brasileira de Educação Musical, Nº 1- Rio de Janeiro, Julho de 1974.
TATIT, Paulo et al. Projeto Brincadeiras Musicais Da Palavra Cantada. São Paulo: Melhoramentos. Disponível em: <http://www.projetopalavracantada.com.br/Arquivo/ Documento/Descritivo%20Projeto%20Brincadeiras%20Musicais.pdf> Acesso em: 19 out. 2014.
Mirian Costa Gonçalves1
Letícia Veiga Vasques2
RESUMO
Os trabalhos escritos e virtuais a respeito da musicalização caracterizam-se pela conjugação da qualidade artística e educativa, propondo materiais que partem de propostas pedagógico-musicais, para o uso do professor na educação básica. Este trabalho analisa diversos livros pedagógicos musicais para a prática docente. Tal abordagem se faz necessária pela imensa quantidade de material existente, entretanto ainda de difícil acesso ao professor de música. O objetivo deste trabalho é viabilizar uma análise de diversos materiais permitindo que o docente possa escolher o que melhor lhe convier. Este intento será conseguido através da pesquisa de materiais disponíveis na Biblioteca do Conservatório de Música de Varginha. A análise demonstrou que há variedade de material, mas que poucos se adéquam ao dia-a-dia do professor.
Palavras-chave: Musicalização, Material Pedagógico, Vivências Musicais. Brinquedos sonoros.
ABSTRACT
The written and virtual work regarding musicalization workshops are characterized by a combination of artistic and educative quality, it provides materials that are based on pedagogical musical-proposals, for the use of teachers in basic education. This paper analyzes several books from teaching music to the teaching practice. Such approach is necessary to the immense amount of existing material; however, it is still very difficult to access a teacher of music. The objective of this work is to enable an analysis of various materials allowing the teacher to choose what best suits him or her. This goal will be achieved through the study of materials available at the Library of the Conservatory of Music in Varginha. The analysis showed that there is a variety of material, but few it is able to suit the day-to-day life of a teacher.
1 INTRODUÇÃO
Este trabalho aborda a dificuldade do professor de musicalização e do professor alfabetizador em encontrar material para desenvolver suas aulas, sejam músicas ou atividades
1 Pós graduando em Música pelo UNIS/MG.
2Especialista em Comunicação Empresarial e Marketing pelo UNIS/MG. E-mail: leticiavasques@unis.edu.br
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musicalizadoras. Apresenta também as diferentes opções a esses docentes, visando uma prática pedagógica eficiente e rica.
Tal abordagem se justifica pela necessidade do professor possuir diversidade de material, e conhecer atividades variadas para enriquecer suas aulas e torná-las atraentes a seu público. O mercado musical é cada vez mais produtivo, assim se faz necessária uma análise qualitativa ao se elaborar um planejamento de aulas, mas devido ao fato de que poucos professores disporem de tempo e disposição para tal esse trabalho irá facilitar o acesso a esse material.
É importante salientar também a contribuição do trabalho para a comunidade escolar, uma vez que todos têm a ganhar quando o professor está bem preparado, com muitas opções ao selecionar seu repertório de canções e atividades lúdicas.
O objetivo desse estudo é viabilizar uma análise de diversos materiais permitindo que o docente possa escolher o que melhor lhe convier Esta tarefa será conseguida através de pesquisa para encontrar materiais e atividades e músicas que possam ser utilizadas em sala de aula pelo professor de música, mediante a consulta ao acervo da Biblioteca do Conservatório de Música de Varginha.
2 MUSICALIZAÇÃO EM FOCO
A Musicalização é uma disciplina de importância para os estudos da música. Seja para o pretendente a instrumentista ou para quem apenas aprecia a música. Ela é o processo de construção do conhecimento musical, cujo principal objetivo é despertar e desenvolver o gosto pela música, estimulando e contribuindo com a formação global do ser humano. Segundo o educador Koellreutter em vez de trabalhar o conhecimento e a experiência musical apenas do visando o fator quantitativo (parâmetros musicais), a musicalização deve valorizar os aspectos qualitativos (imprecisos, subjetivos) em contatos musicais (BRITO, 2001, p.20).
Ao procurar por materiais diferentes e atividades para incrementar seu planejamento o professor de música encontra um vasto acervo, mas de tudo isso o que tem utilidade para seu trabalho? Para responder essa questão é preciso ter em mente um questionamento de Beyer:
[...] quando escolas buscam resgatar o espaço da música em seu programa [...] acabam seguidamente por ensinar de modo, preponderante os princípios da teoria musical e técnica instrumental, transformando a atividade musical [...] em algo enfadonho e cansativo para os alunos. (BEYER, 1999 p.10-11)
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Apesar dos comentários expressivos de Beyer, (1999, p.10-11), para se alcançar níveis profissionais neste mercado muito competitivo, [...] a Teoria Musical é um meio e não um fim, porém um meio indispensável que sintetiza as experiências de todas as gerações de compositores e de músicos, pois apresenta sugestões, conselhos e recomendações e não regras rigorosas e intransigentes. (MED, BOHUMIL, 1996, p.9-10).
Ao buscar por inovação e novas pedagogias o professor não pode deixar de ter em mente que não há um método pronto para todos os desafios, e muitas vezes por mais que planeje sua aula existe sempre a chance de não acontecer da forma pretendida. Exige-se portanto, conhecer variadas opções, pois “a melhor hora para apresentar um conceito ou ensinar algo novo, é aquela em que o aluno quer saber”. (BRITO, 2001, p.32)
Segundo Ieda Camargo de Souza em Musicalizando Crianças (Ed, Ática. 1996 ps. 9 e seguintes), [...] importante que, em todo e qualquer contexto de ensino- aprendizagem, a integração dos elementos musicais seja observada. Não se concebe a separação entre a teoria e a prática, como também não se pode desvincular ritmo de melodia, prática auditiva de escrita musical e o idioma musical tradicional do contemporâneo. Igualmente, cada aula deve conter diversos desses elementos. Neste livro está escrito:
A criança ou adulto precisam encarar a aula de música como um momento agradável e produtivo. Cabe ao professor a delicada tarefa de conseguir um clima tranquilo e, ao mesmo tempo, ativo, que propicie a criação e a manifestação espontânea dos alunos, sem ocorrência de indisciplina.
Seguindo as ideias do conhecido educador musical Carl Orff (FONTERRADA, 2001, p.161), enfatiza-se a necessidade da improvisação. Os instrumentos de placa por ele criados (xilofones e metalofones) são particularmente indicados para esse exercício, devido à facilidade de execução e manuseio que oferecem. Enfim, o potencial educativo da música é amplamente conhecido, porém nem sempre explorado pelo educador, devido às dificuldades em encontrar orientação sistematizada nesse sentido.
3 UMA AUTORA ESPECIALISTA EM MUSICALIZAÇÃO
Segundo Cecília Cavalieri França, educadora musical, Ph. D pela Universidade de Londres, professora e pesquisadora musical, autora de diversos livros voltados para a musicalização infantil, a musicalização é a fragmentação da música em seus elementos para compreensão dos conceitos, mas que devem pela vivência e experimentação, dissolvidas em
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suas fronteiras e transformadas em compreensão linguística3. Neste pensamento, ela desenvolve seus livros, sempre voltados ao cunho didático do ensino musical em que se une os conceitos com as vivências individuais.
Em seu livro PARA FAZER MÚSICA VOL. 014, ela aborda o ensino da música para crianças de forma estimulante, crítica e expressiva. O livro inclui um CD com 35 faixas de repertório variado como rock, rap, samba, música clássica e funk. Cavalieri demonstra que é possível encontrar qualidade artística em todos os estilos musicais, mas a criança precisa saber identificar essa qualidade diante da quantidade de estímulos da indústria fonográfica. O trabalho realizado pela autora é baseado na pedagogia do educador Keith Swanwick, que sempre inspirou sua pesquisa e sua escrita (MARES et all, 2005).
As atividades apresentadas nesse livro são muito prazerosas e enriquecedoras, com objetivos claros e facilitadores, mas se o professor que for utilizá-lo não tiver um conhecimento musical prévio pode se sentir tolhido pelas especificidades dos jogos propostos. Segundo MARES et all (2005), a prática do jogo é um elemento muito utilizado pela autora, pois o jogo, o lúdico é de vital importância para o desenvolvimento da criança. O jogo permite a prática da representação mental, assim abrindo caminhos para o pensamento abstrato. Um exemplo positivo é atividade mostrada na figura 1:
Figura 01 – Atividade História Sonora
Fonte: Para fazer música, p. 37, 2009.
3 FRANÇA, C. C. O Som e a Forma, do Gesto ao Valor. Artigo disponível em http://ceciliacavalierifranca.com.br/wp-content/themes/cecilia/downloads/textos/capitulos/Som_forma.pdf, acesso em Abril/2015.
4 FRANÇA, C. C. Para Fazer Música Vol.01 – 2ª ed. Belo Horizonte: Empório, 2009.
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A atividade ilustrada na figura acima desenvolve a imaginação, a criatividade e a musicalidade dos alunos. Através da criação dos sons presentes na história e de sua representação o aluno pode ir experimentando, e assim desenvolver o seu potencial imaginativo, pois de acordo com MARES et all (2005): “A atividade lúdica favorece o desenvolvimento integral da criança dentro de uma atmosfera de agradável cumplicidade entre professores e alunos”.
Outra atividade muito interessante mescla história da música com literatura, invocando William Shakespeare apud França (2009), juntando literatura, teatro, música, trovadores. É um exercício que produz um grande aprendizado, onde a interdisciplinaridade acontece sem sacrifícios de conteúdo ou de imaginação. Na atividade a seguir, exemplos da interdisciplinaridade, como visto na figura 2.
Figura 01 –Atividade Literatura com música
Fonte: Para fazer música – 2009 p. 35.
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O trabalho de Cavalieri propõe-se a discutir ingredientes poéticos; fala sobre linguagem poética- a linguagem que resulta do trabalho consciente e cansativo dos artistas da palavra, fala sobre a rima, a metrificação dos versos, a criação do ritmo e mostra até que ponto a poesia e a prosa podem se misturar e causar um prazer educativo. É comum afirmarem que a Música é tão velha quanto o homem, porém talvez seja mais acertado falar que, como Arte, tenha sido ela, entre as artes, a que mais tardiamente se caracterizou. Por esse motivo, Cavalieri (MARES et all, 2005) propôs-se a misturar tais ingredientes- música e poesia- e fazer disso, educação.
Usa, com frequência, o conto sonoro, que consiste no relato de uma história, improvisada ou não, cuja finalidade é ressaltar os elementos sonoros que a constituem e pode ser expressa com ou sem narração. Esse material, aplicado por um educador criativo, desenvolve o intelecto do aprendiz, lhe desperta o gosto pelas Artes, dá-lhe alegria e motivação para a aula de música. Apesar do trabalho de Cavalieri ser dirigido a crianças, pode e deve ser aplicado na alfabetização musical de adultos, com resultados surpreendentes. (BRITO, 2003)
4 UMA SELEÇÃO DE LIVROS PARA DIFERENTES PROJETOS
Encontramos também, outra pedagoga musical e autora de livros didáticos em musicalização, Elvira Drummond, professora na Universidade Federal do Ceará, licenciada em Artes, Bacharel em Piano e Mestre em Literatura. Seus livros são voltados especialmente para a musicalização infantil. O diferencial do seu trabalho é a divisão por conteúdos bem específicos e a adequação por idades, seriados desde o 1º ano até o 9º ano escolar. Seus livros também são separados pela competência do professor, ou seja, se o professor tem formação musical ou não. A separação por disciplinas é um grande facilitador, iniciando o conhecimento musical, como o livro “Vivencia musical”, e também a série “Colorindo Sons”, voltada para crianças ainda não alfabetizadas. (DRUMMOND, 2014).
Um dos livros mais produtivos e úteis para o professor é da coleção “Ouvir e Criar” em 7 volumes seriados (DRUMMOND, 2009). Nessa coleção os livros contem exercícios bastante práticos e que mesmo nos anos finais, quando há necessidade de um ensino mais teórico, os livros continuam com atividades e visual atraentes. São coloridos e com atividades bastante niveladas. Veja a figura a seguir, onde há um exercício que inclui solfejo, compasso, escala e fraseado. Tudo feito de forma suave, para que o aluno não se sinta pressionado e seu aprendizado seja constante e efetivo, como se observa na figura 3.
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Figura 2 – Atividade escrita sobre trecho musical
Fonte: Ouvir e Criar – V. 5, 2009, p. 30.
Alguns exercícios são bastante criativos e lúdicos, fator que influencia positivamente o aluno e que segundo Koellreutter (BRITO, 2001), o professor precisa estar atento ao que o aluno precisa aprender e que não se encontra nos livros, aquele fazer que somente o lúdico e a prática possam construir. Na figura 4, observamos um jogo de intervalos que explora o lado lúdico, unindo o conhecimento teórico da distância entre sons, a sua classificação e a prática por meio da produção sonora com o uso da voz. Também pode-se utilizar das canções trabalhadas na exemplificação dos conceitos e até mesmo músicas populares do cotidiano das crianças, transformando a atividade num jogo de conhecimentos, ao mesmo tempo que incentiva a concentração e a audição ativa dos sons que a criança diariamente tem contato.
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Figura 3 – Estudo de Intervalos
Fonte: Ouvir e Criar – Vol. 5, 2009 p. 81.
As canções que acompanham os livros são divertidas e falam do cotidiano das crianças, com canções ilustrativas dos exercícios e conceitos trabalhados, cujos temas são comuns no processo de inserção da criança com a sociedade, tanto escolar, quanto familiar e infanto social.
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O mais interessante são os jogos e as atividades, que facilitam na hora de planejar as aulas, que de acordo com José Maria Neves: “há um enorme campo aberto para a nossa imaginação e nós só poderemos tomar posse dele quando descobrirmos a linguagem do nosso tempo”. (NEVES, 1974, s.p)
5 JOGOS E BRINCADEIRAS PARA DIFERENTES IDADES
O grupo Palavra Cantada, formado quando os músicos Sandra Peres e Paulo Tatit começaram, em 1994, criar novas canções para as crianças brasileiras. A partir daí seus trabalhos se tornaram um sinônimo de qualidade nas canções e o respeito à inteligência e à sensibilidade da criança. O diferencial do trabalho desse grupo é sua didática criativa dentro da cultura musical voltada à criança. (TATIT, 2014)
O grupo tem muitos CDs e DVDs, além de shows, voltado sempre para a musicalização em um trabalho bem didático como o “Livro de Brincadeiras Musicais da Palavra Cantada”5. Esse livro é como um brinquedo que pode ser explorado pela criança de várias e diferentes formas. É uma maneira lúdica de se aproximar da linguagem musical respeitando a inteligência da criança. A ludicidade é a parte mais interessante de seus trabalhos, e nestes, os itens musicais são apreendidos pela criança sem sofrimento, o que segundo Dalcroze (FONTERRADA, 2008) é um dos fatores mais procurados pelo educador de sucesso.
São cinco volumes pensados por faixa etária, mas que podem ser utilizados por em diversas idades. Todos repletos de brincadeiras e atividades em grupo, atraindo a atenção da criança e sensibilizando-a. Esse ponto é extremamente importante, porque como salienta Brito: “o educador ou educadora deve buscar dentro de si as marcas e lembranças da infância, tentando recuperar jogos, brinquedos e canções presentes no seu brincar.” (BRITO 2003, p.111).
6 HANNELORE BUCHER
Além dos livros já citados, também existem livros muito interessantes e com grandes possibilidades de serem inseridos na prática pedagógica. Temos os livros da pedagoga Hannelore Bucher, em especial “Aprender Teoria Musical é Divertido”, 2007. Esse livro além de sua apresentação divertida, seu caráter lúdico, tem o benefício de vir em livro reproduzível
5http://www.projetopalavracantada.com.br<acesso em 19 de outubro de 2014>
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e também vir em duas versões: uma para o aluno e outra para o professor (BUCHER, 2007). Observe na figura 5 como a apresentação é interessante
Figura 4 – Atividades de figuras de tempo
Fonte: Aprender música é divertido, 2007, v.1, p.51.
Esse livro fornece material de apoio que enriquece a prática pedagógica. São exercícios práticos e teóricos, com aplicações em várias faixas etárias. Alguns exercícios são baseados na metodologia de George Self (1921 - ...), onde o sistema de notação musical é simples e fácil de ser compreendido, são utilizadas analogias que possibilitam diversas interpretações e criações musicais (FONTERRADA, 2008).
7 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A análise de todo esse material mostrou que existem inúmeras possibilidades ao alcance do professor que desejar incrementar suas aulas. São muitos os livros e as possibilidades de se planejar uma aula criativa, de se incrementar o planejamento pedagógico.
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Sendo que alguns escritores pedagogos além de seus livros também disponibilizam material gratuito na internet, ou seja, o professor não precisa se deslocar para elaborar suas aulas.
É necessário que se ame a música, que se viva a música; dê-se a ela por inteiro, estude-a sempre. Aborde-a sempre com linguagem simples e objetiva, interligando-a com a realidade em que se vive- o folclore, o popular, o requintado, o erudito.
Constituir um conjunto interligado é fundamental ao aprendizado em qualquer área, sobretudo no da música. Nela, a sensibilidade desperta, aflora e o educando liga-se, com mais facilidade ao seu professor. Essa constatação é apoiada por todos os que se envolvem com esse trabalho.
Se o professor de música procurar irá encontrar atividades lúdicas divertidas, jogos para quase todos os conteúdos musicais e seus alunos provavelmente aprenderão com facilidade e vontade.
Entretanto, na grande maioria desses livros analisados, alguns pontos negativos foram considerados no que se refere à utilização desse material em conservatórios estaduais. Os livros são confeccionados em papel cartão de boa qualidade, coloridos e com atividades no próprio livro, portanto, cada aluno deveria ser detentor de seu material. No caso, na biblioteca do Conservatório de Música de Varginha existe apenas um de cada livro para o professor de musicalização pesquisar e fazer seu planejamento de aula, o que dificulta no sentido de que a utilização de seus exercícios requer cópias xerografadas, encarecendo o processo, principalmente pelo fato de que por orientação superior, não podemos solicitar ao aluno a sua reprodução ou mesmo recursos financeiros para isso. Em contrapartida, não há livros disponíveis nas livrarias locais para aquisição por parte dos alunos, além do seu custo ser alto para a maioria deles.
Por isso, apesar de existir materiais de alta qualidade para consulta e até mesmo utilização, exige-se uma política pública apropriada que possibilite o uso destes tanto por parte do docente como dos alunos, considerando desde a disponibilização dos mesmos (de forma gratuita ou mesmo comercial), até a redução dos custos que possibilite a aquisição dos mesmos em larga escala.
O problema então, é bem maior do que a simples divulgação e utilização pedagógica destes materiais e publicações.
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REFERÊNCIAS
BEYER, Esther. 119 Ideias Para a Educação Musical. Porto Alegre: Mediação, 1999. 100 p. Cadernos de Autoria 4.
BRITO T. A. – Koellreutter Educador: O Humano Como Objetivo Da Educação Musical. 2ª ed. São Paulo: Peirópolis, 2011.
BRITO T. A. – Música na Educação Infantil: Propostas para a formação integral da criança. 2ª Ed. São Paulo: 2003.
BUCHER, Hannelore – Aprender Teoria Musical é Divertido, 2007.
BUCHER,Hannelore. Biografia. Disponível em: <http://www.musicalbucher.com/index.php?option=com_content&view=article&id=55&Itemid=76>. Acesso em: 21 out. 2014.
DRUMMOND, Elvira. Disponível em: <http://www.elviradrummond.com.br/indexteste2.html> Acesso em: 19 out. 2014.
DRUMMOND, Elvira. Ouvir e Criar. Volumes 01 ao 07. Fortaleza: L Miranda, 2009.
FONTERRADA, Marisa Trench de Oliveira. De tramas e fios: Um ensaio sobre música e educação. 2ªed. São Paulo: Editora UNESP, 2008.
FRANÇA, C. C. Para Fazer Música Vol.01 – 2ªed. Belo Horizonte: Empório, 2009.
_____________. O Som e a Forma, do Gesto ao Valor. Artigo disponível em <http://ceciliacavalierifranca.com.br/wp-content/themes/cecilia/downloads/textos/capitulos/ Som_forma.pdf>Acesso em 29/Abril/2015.
MARES, R.L. F; FRANÇA, C. C.; MARES GUIA R. L. Jogos Pedagógicos Para A Educação Musical. Belo-Horizonte: UFMG, 2005.
MED, Bohumil. Teoria da Música. Brasília- DF. Musimed. 1996
NEVES, José Maria. Educação Musical. Revista da Sociedade Brasileira de Educação Musical, Nº 1- Rio de Janeiro, Julho de 1974.
TATIT, Paulo et al. Projeto Brincadeiras Musicais Da Palavra Cantada. São Paulo: Melhoramentos. Disponível em: <http://www.projetopalavracantada.com.br/Arquivo/ Documento/Descritivo%20Projeto%20Brincadeiras%20Musicais.pdf> Acesso em: 19 out. 2014.
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